#DesafioBookster2024 | Junho

Mês: Junho
Sentimento: Afeto
Livro: Deus na escuridão, de Valter Hugo Mãe

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Booksters, vocês sabem que eu adoro esse autor! Esse é o livro mais recente do Valter Hugo Mãe e promete dar aquela aquecidinha no coração. Tô muito curioso pra mergulhar nessa história!

Sinopse:
“Como os pássaros, os irmãos Pouquinho e Felicíssimo vivem nas alturas, em casas incrustadas em uma rocha íngreme na pequena comunidade do Buraco da Caldeira, na Ilha da Madeira. É ali, entre a natureza indomável, uma paisagem mítica e a fé imensurável, que eles passam os seus dias em meio à labuta diária, movidos por um amor sublime, que corteja o divino. Desde o nascimento de Pouquinho, Felicíssimo soube que lhe caberia a função de cuidar do irmão caçula, que nasceu com uma condição física incomum e flanava em algum lugar entre o estranho e o santificado. Felicíssimo, porém, aceita desde o primeiro momento esse compromisso não como um dever, mas como um ato supremo de afeição.”

E vocês já sabem, né? No final do mês teremos uma live no YouTube com um convidado super especial para conversar sobre essa obra.

Quem vem com a gente? Acompanhe tudo no grupo do Telegram (link na bio).

@editorabibliotecaazul
240 páginas

Homens imprudentemente poéticos, Valter Hugo Mãe

Mais uma obra prima de um dos meus autores contemporâneos favoritos (se não, o favorito de todos). Em “Homens imprudentemente poéticos”, o autor constrói sua narrativa a partir de um cenário do Japão antigo, campesino e artesão.A narrativa gira em orno de dois homens extremamente simples, Itaro e Saburo, um artesão e um oleiro. Enquanto Itaro não acredita e não se deixa enganar pelo amor, vivendo apenas de seu ofício de artesão, Saburo se recusa a deixar de amar a sua falecida esposa. O enredo pode aparentar ser simples, mas é extremamente profundo e desperta reflexões no leitor.

A morte também rodeia a história. O vilarejo em que vivem Itaro e Saburo fica ao pé da Floresta dos Suicidas, local em que as pessoas buscam um refúgio para acabar com o próprio sofrimento.

O que torna “Homens imprudentemente poéticos” uma obra ainda mais sensacional é a forma que Valter Hugo Mãe escreve. É realmente IMPRESSIONANTE…. Cada palavra é pensada e traz consigo um forte tom poético!

Mas se você nunca leu nada do autor, não recomendaria começar por esse título. Isso porque a história é mais parada e muito reflexiva, o que pode deixar o leitor que não está acostumado com o estilo de Valter Hugo Mãe um pouco cansado, com dificuldades de avançar na leitura. Para começar, sugiro “O filho de mil homens” ou “A máquina de fazer espanhóis”. Apesar de nessas duas obras a escrita ser diferente, já que o autor não utiliza letras maiúsculas, nem interrogações ou travessão, você se acostuma depois das primeiras páginas e o enredo flui bem mais!

 

Trecho do livro:

“A menina, habitante sobretudo dos sonhos, disse: havíamos de ter um jardim seco. Um de pedras que fizesse o ondulado do mar. Tão bem alinhado que fosse um desenho perfeito por onde poderíamos percorrer os dedos. A criada perguntou: seco. A cega respondeu: teríamos sempre lágrimas para o molhar. E sorriu.”

 

Editora: Biblioteca Azul

Número de Páginas: 192

Ano de publicação: 2016

 

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