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DIVERSOS

Relato de um náufrago, de Gabriel García Márquez | Resenha

Publicada em vários capítulos no Jornal El Espectador, em 1955, “Relato de um náufrago” é uma das primeiras obras escritas por Gabriel García Márquez e nos apresenta um texto jornalístico, que causou fortes impactos na sociedade da época. A narrativa traz em detalhes os 10 dias de Velasco, um marinheiro que é arremessado, junto com outros colegas, de um navio durante uma tempestade em fevereiro de 1955. Velasco foi o único sobrevivente da tragédia e ficou à deriva sozinho em uma pequena balsa por 10 dias até ser encontrado em condições extremas.

NOTA 9/10

DIVERSOS

O retorno, de Dulce Maria Cardoso | Resenha

A literatura portuguesa já conquistou meu coração de leitora há anos, com várias obras entrando para a minha lista de favoritas da vida. O que sempre me incomodou, confesso, era a pouca presença de autoras mulheres nas minhas leituras. O Retorno, de Dulce Maria Cardoso, estava na minha estante há tempos - e fico muito feliz de finalmente ter dado uma chance a ele. Fui imediatamente envolvido pela narrativa e pela força da temática.

NOTA 9/10

FICÇÃO, LIVROS

NOTA 8,5/10

A cidadela, de A. J. Cronin | Resenha

Que eu sou um fã de livros com temática de medicina, isso já deixei bem claro por aqui! Por isso, foi com muita expectativa que comecei a ler A cidadela, em que são narradas as condições de trabalho de um jovem médico recém-formado no início do século XX. Além disso, em nossa conversa para o @dariaumlivropodcast, o livro havia sido indicado por Antônio Fagundes como um dos seus favoritos.

O protagonista da história, Dr. Andrew Manson, inicia sua carreira em uma pequena aldeia do País de Gales. Por não ter tido muita experiência com pacientes, conseguimos acompanhar a insegurança de um jovem com a enorme responsabilidade de lidar com a vida dos moradores de Drineffy. Porém, sempre buscando enxergar o seu paciente como um ser complexo, indo além da simples análise dos seus sintomas físicos, Dr. Manson começa a chamar a atenção na região em que atende.

Apesar de o início da leitura ter me prendido bastante a atenção, confesso que o desenvolvimento do meio da narrativa ficou um pouco lento. Tive a sensação de que a rotina do Dr. Manson teria ficado monótona, sem grandes acontecimentos.

Por sua vez, consegui retomar o ritmo no terço final da obra. Depois que se muda para Londres e começa a adentrar no círculo social dos pacientes ricos e importantes, o personagem passa a esbarrar em questões éticas interessantes. Foi como se o médico tão interessado no bem-estar do paciente passasse a ser corrompido por uma sociedade que vive pelo dinheiro e pelo poder. Há um crescente conflito interno entre sucesso profissional e os objetivos éticos da tão venerada profissão dos médicos… Temas que, na minha visão, ainda devem existir para quem vive nesse meio. Também é interessante ver como as questões profissionais acabam irradiando para o lado pessoal e familiar do protagonista.

Mesmo com esse ritmo mais lento no desenvolvimento da obra, a experiência da leitura foi bem prazerosa. Recomendo bastante a leitura para quem se interessa pelo tema e para quem gosta de romances que retratam a sociedade do início do século passado!

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LIVROS, NÃO FICÇÃO

O encantador de pessoas, de Liv Soban | Resenha

Como lidar com a perda de alguém que amamos muito? A saudade é sempre inevitável e a tristeza vai mudando de formas ao longo do tempo. Quem perde alguém querido tenta de diferentes formas amenizar a dor e, quando pensamos em livros, é comum conhecer pessoas que buscam nas palavras escritas uma tentativa de dar voz ao próprio luto.

NOTA 8/10

FICÇÃO, LIVROS

A palavra que resta, de Stênio Gardel | Resenha

A leitura de “A palavra que resta” apenas me confirma o quanto a literatura é capaz de promover uma identificação do leitor com as histórias dos personagens. Apesar das imensas diferenças entre a minha vida e a de Raimundo, nascido na roça, em uma família pobre e sem nunca ter frequentado uma escola, conseguimos nos identificar cada vez mais à medida que nos aproximamos dos sentimentos e dos conflitos interiores.

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