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De onde eles vêm, de Jeferson Tenório | Resenha

Radicado em Porto Alegra, Jeferson Tenório é, hoje, um dos exemplos do alcance que a literatura nacional contemporânea vem atingindo. O sucesso “O avesso da pele”, vencedor do Prêmio Jabuti, vendeu milhares de cópias no Brasil - e fora dele -, confirmando a importância de valorizamos o que vem sendo produzido pelos nossos autores.

NOTA 9/10

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Narciso e Goldmund, de Hermann Hesse | Resenha

O vencedor do Nobel de 1946 tem uma extensa produção literária e, em seus romances, abordar questões filosóficas e existenciais. “Sidarta”, “O lobo da estepe” e “Demian” são alguns dos que li e que me despertaram o interesse no autor. Com “Narciso e Goldmund”, que estava esgotada há anos no Brasil, o autor repete a sua forma de escrever e cria uma narrativa sobre dois amigos, repleta de boas reflexões. É um romance sobre opostos.

NOTA 8,5/10

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NOTA 9/10

O incolor Tsukuru Tazaki e seus anos de peregrinação, de Haruki Murakami | Resenha

Há alguns anos, quando conheci Murakami, confesso que li um livro atrás do outro do autor. E apesar – ou talvez, por conta – desse momento intenso de Murakami, passei os últimos anos sem ler nenhuma das suas obras. Eu colocava algum livro nas próximas leituras, mas outros acabavam passando na frente.

No mês passado, tive a sorte de começar a ler “O incolor”. E digo sorte porque isso me lembrou dos motivos da minha fase Murakami. Já nas primeiras páginas fiquei empolgado com a forma que o autor descreve a relação de Tazaki, o protagonista, e seu grupo de amigos – sobretudo a presença das cores nesse universo.

O romance é atual e reflete a solidão que recai sobre as novas gerações, principalmente os jovens orientais. O protagonista, um construtor de estações de trens, vive em Tóquio. Apesar de tantas pessoas a sua volta, Tazaki passa a maioria dos seus dias sozinho. Na verdade, ele é acompanhado por um trauma do passado: de um dia para o outro, o seu grupo de amigos inseparáveis corta as relação com Tazaki.

O problema é que o protagonista nunca os questionou sobre os motivos daquela decisão. E essa dúvida passou a ser tão dolorida que o personagem flertava com o fim de sua vida. No entanto, quando uma mulher acaba ganhando espaço na sua vida, Tazaki passa a encontrar uma certa coragem para enfrentar esse passado e, finalmente, conseguir se livrar desse fantasma.

Murakami consegue construir um personagem contemporâneo e descrever as suas angústias de uma forma simples, mas muito consistente. Não há uma dualidade entre certo e errado, mas sim a busca das versões de cada um daqueles envolvidos na história. A nostalgia e melancolia características do autor também estão presentes na obra.

Apesar do clima mais lento, a narrativa me prendeu e a evolução dos acontecimentos deu um ótimo ritmo para a leitura. Fica minha baita recomendação, inclusive se você nunca leu nada do autor.

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Comprar um caderno para usar de diário é um ato de liberdade. Ao menos para uma mulher na Itália da década de 50. Valeria, uma mulher de cerca de 40 anos, se coloca sempre em último plano. Seu marido, que a chama de “mamãe”, e seus filhos são a prioridade. Talvez por isso ela enxergue o ato de escrever e de refletir como uma transgressão. Teria ela direito de tirar um tempo para si, para seus próprios conflitos internos?

NOTA 10/10

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Os afegãos, de Åsne Seierstad | Resenha

20 anos após a queda do Talibã no Afeganistão, época em que Åsne esteve no local e escreveu o fenômeno “O livreiro de Cabul”, a jornalista norueguesa volta para o país em uma corajosa missão para tentar compreender os motivos que permitiram a retomada do poder pelo grupo extremista. E para conseguir analisar o cenário político e social atual, Åsne acompanhou três personagens com realidades e de gerações diferentes.

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