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Relato de um náufrago, de Gabriel García Márquez | Resenha

Publicada em vários capítulos no Jornal El Espectador, em 1955, “Relato de um náufrago” é uma das primeiras obras escritas por Gabriel García Márquez e nos apresenta um texto jornalístico, que causou fortes impactos na sociedade da época. A narrativa traz em detalhes os 10 dias de Velasco, um marinheiro que é arremessado, junto com outros colegas, de um navio durante uma tempestade em fevereiro de 1955. Velasco foi o único sobrevivente da tragédia e ficou à deriva sozinho em uma pequena balsa por 10 dias até ser encontrado em condições extremas.

NOTA 9/10

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O retorno, de Dulce Maria Cardoso | Resenha

A literatura portuguesa já conquistou meu coração de leitora há anos, com várias obras entrando para a minha lista de favoritas da vida. O que sempre me incomodou, confesso, era a pouca presença de autoras mulheres nas minhas leituras. O Retorno, de Dulce Maria Cardoso, estava na minha estante há tempos - e fico muito feliz de finalmente ter dado uma chance a ele. Fui imediatamente envolvido pela narrativa e pela força da temática.

NOTA 9/10

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NOTA 10/10

Encruzilhadas, de Jonathan Franzen | Resenha

Em 2010, a revista Time publicou na sua capa uma foto do escritor norte-americano Jonathan Franzen com a seguinte chamada: O grande romancista americano. A popularidade em sua terra natal, no entanto, ainda não conquistou tanto o gosto do leitor brasileiro. Tem quem adora, mas sinto que Frazen ainda é pouco conhecido por aqui.

Resolvi ler o meu livro primeiro do autor, que é seu último lançamento, “Encruzilhadas”, quando fui convidado a entrevistá-lo para o programa Roda Viva, da TvCultura. A experiência de estar naquela bancada foi inesquecível e também fico muito feliz por essa oportunidade ter me levado a ler o seu mais recente romance, já que eu ADOREI!

É um romance familiar e cada capítulo é contado a partir da perspectiva de um membro dessa família. Estamos no início da década de 70, em Chicago, mesmo período em que cresceu o autor, com idas e vindas a partir das memórias dos personagens.

O casal Russ e Marion vivem uma fase conflituosa: ele é um pastor e os dois sabem que vivem um casamento infeliz. Os seus filhos passam por situações delicadas e de rebeldia. “O filho mais velho do casal, Clem, decidiu largar os estudos e se alistar para lutar na Guerra do Vietnã. A irmã de Clem, Becky, uma das garotas populares da escola, está flertando com a contracultura, enquanto o caçula, Perry, vende drogas para alunos da sétima série, mas decidiu que quer ser uma pessoa melhor.”

Achei incrível a forma como Franzen constrói seus personagens. Eles são densos, complexos em seus conflitos e verosímeis. São 600 páginas deliciosas de se ler. De verdade, um livro que eu não sentia as páginas passarem, de tão atraente que é a sua narrativa. Gosto muito do tema de conflitos geracionais e essa realidade está muito presente na família Hildebrant, além de outras questões relevantes, como religião e guerras.

Não sei se é uma leitura que agradará a todos, por ser um romance denso. Mas é um daqueles densos que fluem muito bem. “Encruzilhadas” é o primeiro livro de uma trilogia. Ansioso por ler mais do autor! Baita livro!

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O livro foi o escolhido para o mês de agosto do Desafio Bookster 2023 para o tema Independência da Coréia. É um romance histórico daqueles que tem todos os elementos para agradar o leitor: um bom contexto histórico, enredo ficcional bem desenvolvido, escrita fácil e um conhecimento adicional dos costumes da sociedade.

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