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DIVERSOS

Relato de um náufrago, de Gabriel García Márquez | Resenha

Publicada em vários capítulos no Jornal El Espectador, em 1955, “Relato de um náufrago” é uma das primeiras obras escritas por Gabriel García Márquez e nos apresenta um texto jornalístico, que causou fortes impactos na sociedade da época. A narrativa traz em detalhes os 10 dias de Velasco, um marinheiro que é arremessado, junto com outros colegas, de um navio durante uma tempestade em fevereiro de 1955. Velasco foi o único sobrevivente da tragédia e ficou à deriva sozinho em uma pequena balsa por 10 dias até ser encontrado em condições extremas.

NOTA 9/10

DIVERSOS

O retorno, de Dulce Maria Cardoso | Resenha

A literatura portuguesa já conquistou meu coração de leitora há anos, com várias obras entrando para a minha lista de favoritas da vida. O que sempre me incomodou, confesso, era a pouca presença de autoras mulheres nas minhas leituras. O Retorno, de Dulce Maria Cardoso, estava na minha estante há tempos - e fico muito feliz de finalmente ter dado uma chance a ele. Fui imediatamente envolvido pela narrativa e pela força da temática.

NOTA 9/10

DIVERSOS

NOTA 9/10

Mamãe & eu & Mamãe, de Maya Angelou | Resenha

A busca por uma efetiva reconciliação entre pais e filhos é tratada na literatura há séculos. Para a ativista e poeta norte-americana, Maya Angelou, esse processo teve início muito cedo, aos 13 anos. Depois de problemas no casamento, Maya e seu irmão mais velho foram abandonados pela mãe quando os dois ainda eram muito pequenos. A infância foi vivida na casa da avó paterna, em um estado racista no sul dos Estados Unidos.

Quando sua mãe, Lady Baxter, reaparece e resolve levar Maya para morar junto dela, o ressentimento e as cicatrizes do abandono ressurgem. Se a autora já tinha dificuldade de enxergar Vivian Baxter como sua mãe, a personalidade forte daquele mulher dificultava ainda mais uma aproximação entre as duas. Apesar disso, não há como deixar de se impressionar com a coragem e independência de Vivian em uma época em que o papel da mulher na sociedade esbarrava em diversas restrições.

E apesar de a relação com sua mãe ser o tema principal da obra, Maya narra momentos marcantes de sua infância, do seu casamento e da experiência com a maternidade. Exatamente: não há apenas um mergulho nos conflitos com Lady Bexter, mas há também um enfrentamento dos desafios da maternidade da própria autora.

Publicado quando Maya tinha 85 anos, senti que esse seu último livro foi como um acerto de contas e também uma homenagem a sua mãe, que acabou tendo um papel fundamental na formação da mulher determinada e independente que a História conheceu.

A leitura me emocionou em diferentes momentos e revelou a força de Maya, vítima de descaso, violência e preconceitos. Inclusive, ouvi o audiobook no original, com a narração da própria autora, e a experiência foi incrível.

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A viagem inútil – Trans/escrita, de Camila Sosa Villada | Resenha

O encantamento com “O parque das irmãs magníficas” me despertou a vontade de ler tudo da autora argentina e de conhecer mais sobre a origem de tanta potência. O início de sua relação com os livros, assim como o mergulho irreversível na escrita, é contado por Camila Villada neste ensaio autobiográfico. “A primeira coisa que escrevo na vida é meu nome de homem. Aprendo uma pequena parte de mim”.

NOTA 9/10

DIVERSOS

A Lanterna das Memórias Perdidas, de Sanaka Hiiragi | Resenha

“Comfort books” ou “healing fiction” são termos que ganharam força no mercado editorial nos últimos anos e que têm forte origem em obras escritas por autores japoneses e sul-coreanos. No Brasil, os livros que prometem aquecer o coração do leitor podem ser definidos como “literatura de cura”. Sabe aquele livro que promete te receber como um abraço e te fazer ter uma visão mais otimista sobre a vida? Em alguns momentos eles são muito bem-vindos.

NOTA 8/10