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Angústia, de Graciliano Ramos | Resenha

Graciliano tem uma habilidade admirável de criar personagens com densidade psicológica, quase como se pudessem sair andando pelas páginas. Em “Angústia”, talvez o autor tenha conseguido criar o mais real deles, Luís Pereira da Silva, e isso justifica o título da obra, já que o leitor realmente compartilha esse sentimento atormentador com o protagonista.

NOTA 9/10

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Amanhã tardará, de Pedro Jucá | Resenha

Em seu romance de estreia, o jovem autor brasileiro nos apresenta uma história forte sobre traumas, relações familiares e sexualidade. E tudo isso a partir de um retorno, da busca às origens: Marcelo, o protagonista, volta a sua cidade natal por conta da doença que acomete seu pai e se depara com resquícios - extremamente doloridos - de um passado conturbado.

NOTA 8,5/10

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NOTA 10/10

Germinal, de Émile Zola | Resenha

Confesso que essa foi uma leitura que comecei sem saber muito o que esperar… E para a minha felicidade, entrou para a lista de melhores do ano (e lá no topo)! “Germinal” é um clássico da literatura mundial e foi uma das obras responsáveis por inaugurar o naturalismo. Acho que a maioria aqui estudou o tema na escola, mas vale lembrar que no naturalismo uma grande preocupação do escritor é de escancarar os problemas sociais da época, retratando a realidade de maneira mais crua possível e o ser humano em sua condição animalesca.
E é justamente isso que encontramos em Germinal: as condições subumanas dos trabalhadores de uma mina de carvão, na França do século XIX. Quando Étienne chega à cidade de Montsou para trabalhar na mina, sua voz de insatisfação passa a servir como um gatilho para aquela massa de pessoas que se humilha diariamente para sobreviver. Até a mina de carvão é retratada pelo autor como um animal: durante todo o dia, a Voraz vai engolindo os trabalhadores, se alimentando do suor e da carne humana.
Para conseguir deixar a descrição da vida dos trabalhadores o mais fiel possível à realidade, Zola passou dois meses vivendo e trabalhando como um mineiro. Realmente o autor consegue transportar o leitor para aquele subsolo quente, sujo e perigoso. E não só isso: a vida daqueles trabalhadores também é retratada para dentro de suas casas pobres, em que as relações familiares e sociais são preenchidas de conflitos e miséria. Quem nasce na aldeia está condenado a trabalhar desde criança nas minas até o dia em que os olhos se fecham de exaustão.
A construção dos diferentes personagens também faz de “Germinal” um daqueles romances que envolvem o leitor. É difícil não sentir compaixão pela dor, pela fome e pelo frio que vitimam os trabalhadores, enquanto os patrões levam uma vida de luxo e ostentação. Apesar da forte crítica social, a leitura é muito prazerosa, oferecendo ao leitor a possibilidade de aprender e refletir com um incrível romance histórico.
Recomendo MUITO!

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