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Relato de um náufrago, de Gabriel García Márquez | Resenha

Publicada em vários capítulos no Jornal El Espectador, em 1955, “Relato de um náufrago” é uma das primeiras obras escritas por Gabriel García Márquez e nos apresenta um texto jornalístico, que causou fortes impactos na sociedade da época. A narrativa traz em detalhes os 10 dias de Velasco, um marinheiro que é arremessado, junto com outros colegas, de um navio durante uma tempestade em fevereiro de 1955. Velasco foi o único sobrevivente da tragédia e ficou à deriva sozinho em uma pequena balsa por 10 dias até ser encontrado em condições extremas.

NOTA 9/10

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O retorno, de Dulce Maria Cardoso | Resenha

A literatura portuguesa já conquistou meu coração de leitora há anos, com várias obras entrando para a minha lista de favoritas da vida. O que sempre me incomodou, confesso, era a pouca presença de autoras mulheres nas minhas leituras. O Retorno, de Dulce Maria Cardoso, estava na minha estante há tempos - e fico muito feliz de finalmente ter dado uma chance a ele. Fui imediatamente envolvido pela narrativa e pela força da temática.

NOTA 9/10

LIVROS

NOTA 09/10

O caso Meursault, Kamel Daoud

Antes de começar a resenha, uma pergunta: você já leu “O estrangeiro”, de Albert Camus? Se a resposta for negativa, pare de ler esse post e comece logo a leitura. Mas se a resposta for positiva, essa resenha é feita para você! Não há dúvidas de “O estrangeiro” é um dos maiores clássicos do século XX. Nele, Meursault, um franco-argelino, mata um arábe – cujo nome nunca é mencionado – em uma praia, sem grandes motivos.

 

E é a partir dessa história que Kamel Daoud escreveu sua obra. Mas nela, o autor argelino traz os fatos sob a perspectiva da família desse “árabe” assassinado por Meursault. A história é narrada por Haroun, irmão do árabe sem nome, que passa a vida remoendo esse assassinato imotivado que atingiu a sua família e, principalmente, indignado com o descaso das autoridades e da sociedade sobre o crime. É, sem dúvidas, uma narrativa repleta de rancor, angústia e sofrimento. Mas é também por meio dessa narrativa que Haroun consegue dar um nome a seu irmão, agora Moussa, e de certa forma vingar a sua morte ao contar a sua versão da história.

 

Confesso que duvidei um pouco do resultado de uma proposta tão díficil, como a assumida pelo autor. Mas terminei a leitura com uma certeza: Daoud conseguiu construir um jogo literário incrível com o clássico de Camus. Sua obra faz o leitor refletir sobre as percepções e ideias que surgiram na leitura de “O estrangeiro”. É como se o leitor tivesse a sensação de que o assassinato de Moussa foi um fato – e um injustiça – verídica. E para completar, a obra tece uma crítica social excelente sobre a colonização dos países africanos. Ou seja, é um livro muito inteligente e que faz o leitor refletir! Recomendo muito!

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“Imagine só, meu irmão poderia ter ficado famoso se o seu autor tivesse ao menos dignado a lhe atribuir um nome, H’med, Kaddour ou Hammou, apenas um nome, ora! Mamãe poderia ter conseguido uma pensão como viúva de mártir, e eu teria um irmão conhecido e reconhecido do qual poderia me vangloriar. Mas, não, ele não lhe deu nenhum, porque, senão, meu irmão criaria um problema de consciência para o assassino: não se mata um homem facilmente quando ele tem um nome”

 

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