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DIVERSOS

Relato de um náufrago, de Gabriel García Márquez | Resenha

Publicada em vários capítulos no Jornal El Espectador, em 1955, “Relato de um náufrago” é uma das primeiras obras escritas por Gabriel García Márquez e nos apresenta um texto jornalístico, que causou fortes impactos na sociedade da época. A narrativa traz em detalhes os 10 dias de Velasco, um marinheiro que é arremessado, junto com outros colegas, de um navio durante uma tempestade em fevereiro de 1955. Velasco foi o único sobrevivente da tragédia e ficou à deriva sozinho em uma pequena balsa por 10 dias até ser encontrado em condições extremas.

NOTA 9/10

DIVERSOS

O retorno, de Dulce Maria Cardoso | Resenha

A literatura portuguesa já conquistou meu coração de leitora há anos, com várias obras entrando para a minha lista de favoritas da vida. O que sempre me incomodou, confesso, era a pouca presença de autoras mulheres nas minhas leituras. O Retorno, de Dulce Maria Cardoso, estava na minha estante há tempos - e fico muito feliz de finalmente ter dado uma chance a ele. Fui imediatamente envolvido pela narrativa e pela força da temática.

NOTA 9/10

LIVROS

NOTA 09/10

A humilhação, Philip Roth

Como costuma acontecer após a morte de um autor renomado, Roth ganhou um maior destaque na mídia e no mercado editorial, deixando clara a sua inegável contribuição para a literatura mundial. Como nunca havia lido nada do autor, acabei sendo fisgado pelas recentes matérias que abordaram sobre a genialidade do autor. Então, peguei um livro que já tinha comprado há algum tempo, sem muito saber o que eu encontrar. Na verdade, até recebi comentários de seguidores dizendo que “Humilhação” seria considerada como uma dos livros mais fracos de Roth. Mesmo assim, segui em frente!

Na obra, o leitor se depara com Simon Axler, um ator renomado que, aos 65 anos, sofre uma crise “existencial”: o protagonista passa a se ver impossibilitado de atuar, não acredita mais em sua capacidade. O público não reconhece mais o seu sucesso e, extremamente inseguro, o personagem começa a recusar as propostas de retorno aos palcos. Para piorar, sua mulher resolve deixá-lo. Nesse ponto, Axler chega no seu limite e acredita que o próximo passo seria o suicídio. Decide, portanto, se internar em uma clínica psiquiátrica, para evitar uma tragédia fatal.

A partir daí, a sua vida muda completamente. Se apaixona por uma jovem homossexual, filha de um casal de amigos. Se vê obcecado pelo desejo sexual insaciável. Suas condutas o tornam irreconhecível. Talvez não passem de uma reação automática ao vazio existencial por ele sentido, como se buscasse algo que pudesse preenchê-lo. Mas será isso o suficiente?

Fiquei impressionado como em um livro tão curto um personagem consegue sofrer tantas mudanças, de forma natural e gradativa. Roth demonstra uma incrível capacidade de construir o seu personagem. Apesar de não ser um livro marcante, a leitura foi muito (mesmo!) interessante e prazerosa! Se esse é um dos mais fracos de Roth, fico ansioso pelo que vou encontrar em suas obras mais faladas.

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“Quando você representa o papel de uma pessoa que está entrando em parafuso, a coisa tem organização e ordem; quando você observa a si próprio entrando em parafuso, desempenhando o papel de sua própria queda, aí a história é outra, uma história de terror e medo.”

 

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Antes de nascer o mundo, Mia Couto

Se o primeiro livro que li do autor - "A confissão da leoa" - não havia me agradado tanto, "Antes de nascer o mundo" serviu para mostrar o seu brilhantismo.

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A teta racional, Giovanna Madalosso

Uma incrível coletânea de contos que possuem dois pontos em comum: o feminino como objeto central e o humor ácido como característica da escrita da autora.

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